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Caboclinho

O Caboclinho é um bailado de origem indígena, como o próprio nome indica. A palavra Caboclo é usada para designar os filhos da mistura entre índios e brancos. Como folguedo, representa, com músicas e danças características, um drama que simboliza batalhas, caçadas e colheitas. A música, leve e ligeira, é executada por flautas de quatro furos chamadas gaitas, surdos e caracaxás. Marcando o ritmo, os dançarinos utilizam os estalidos secos das “preacas”, conjunto de arco e flechas fixos um no outro.

A dança dos caboclinhos pode ser individual, marcada pela destreza e desenvoltura do participante, ou coletiva, fruto de uma coreografia ensaiada previamente. As coreografias são ricas e, entre as mais conhecidas, podemos citar o ataque de guerra, a aldeia, o cipó e a emboscada. As danças mais utilizadas são a guerra e o baião (ou baiano), entre outras, sendo conhecidas genericamente por toré. Com exceção dos músicos, todos os demais se evolvem num bailado rápido, que exige desenvoltura e, principalmente, excelente forma física, pois se abaixam e levantam agilmente, ao mesmo tempo em que rodopiam, apoiando-se na ponta dos pés e calcanhares. (mais…)


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Reisado

É uma manifestação de Dia de Reis, encontrada na região do cariri cearense. Tem ligações com a cultura ibérica e os congos africanos. Dois cordões de guerreiros com espada em punho dançam, evoluem em torno de personagens centrais e respondem em coro aos cantos entoados pelo mestre. Os personagens centrais representam um reino com Rei, Rainha, Princesa, Secretário e Embaixador. O conjunto de todos os participantes é chamado de “figural”.

Existe nesse brinquedo o personagem do Mateus, tocando um pandeiro e muitas vezes carregando uma arma de falsa na cintura e um rosário profano atravessado no tronco, contendo artigos religiosos e pedaços de brinquedos. Mateus é o único personagem que se mantém livre, sem lugar fixo, fazendo “misuras” (palhaçadas) para o público. Nos intervalos das evoluções dos cordões, entram “entremeios”, que são figuras caricatas, animais, diabos, sereias, entre outros, realizando alguma cena. (mais…)


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Boi de Cortejo

Aqui falamos dos Bois encontrados na região litorânea de Pernambuco. Existem muitas variantes dessa manifestação, que aparenta ser o brinquedo com menos formalidades na sua construção e que, muitas vezes, surgem da espontaneidade da comunidade em organizar uma brincadeira de carnaval. Numa explicação simplificada, é uma brincadeira composta de dois cordões de brincantes, que evoluem em torno da figura do boi. Pode ter a presença de outras figuras como Mateus, Catirina, Burrinha Calú ou mesmo um Vaqueiro. Cada Boi carrega sua característica própria, dependendo da formação que o mestre ou o organizador teve como brincante. (mais…)


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Maracatu Rural

Também conhecido como Maracatu de Baque Solto ou de Orquestra, é originário da região canavieira, da Zona da Mata de Pernambuco. Tem possível origem nos grupos chamados “cambindas” e carrega uma forte ligação com a cultura cabocla (mistura do índio e do branco). O cortejo desfila num círculo compacto, tendo ao centro o estandarte, rodeado por baianas, damas-de-buquê com ramos de flores de goma e boneca (calunga) e caboclos de pena (Areiáma ou Tuxáu). Rodeando este primeiro círculo, vêm os caboclos de lança, empunhando lanças compridas e abrindo espaço na multidão com manobras em torno do grupo central. Os passos da dança cadenciam o som da maquinada (sinos dos surrões) levada nas costas. (mais…)


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Cavalo Marinho

É uma manifestação que acontece, originalmente, no período de Reis, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Em resumo, é uma brincadeira popular tradicional que se caracteriza por uma estrutura rítmica pulsante, realizada pelo banco de músicos, contendo: rabeca, pandeiro ou bumbo, baje (espécie de reco-reco) e mineiro (ganzá); evoluções dos galantes (grupo de dançarinos) com passos de trupés e dança dos arcos comandados pelo mestre; atuação de figuras (personagens sociais ou fantásticos caricatos). Num olhar simples de comparação, é uma forma de teatro de rua popular da zona rural, contendo comunicação de improviso com o público disposto em roda, em torno do banco e dos brincantes.

 



Caboclinho

O Caboclinho é um bailado de origem indígena, como o próprio nome indica. A palavra Caboclo é usada para designar os filhos da mistura entre índios e brancos. Como folguedo, representa, com músicas e danças características, um drama que simboliza batalhas, caçadas e colheitas. A música, leve e ligeira, é executada por flautas de quatro furos chamadas gaitas, surdos e caracaxás. Marcando o ritmo, os dançarinos utilizam os estalidos secos das “preacas”, conjunto de arco e flechas fixos um no outro. A dança dos caboclinhos pode ser individual, marcada...
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É uma manifestação de Dia de Reis, encontrada na região do cariri cearense. Tem ligações com a cultura ibérica e os congos africanos. Dois cordões de guerreiros com espada em punho dançam, evoluem em torno de personagens centrais e respondem em coro aos cantos entoados pelo mestre. Os personagens centrais representam um reino com Rei, Rainha, Princesa, Secretário e Embaixador. O conjunto de todos os participantes é chamado de “figural”. Existe nesse brinquedo o personagem do Mateus, tocando um pandeiro e muitas vezes carregando uma arma de falsa na...
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Aqui falamos dos Bois encontrados na região litorânea de Pernambuco. Existem muitas variantes dessa manifestação, que aparenta ser o brinquedo com menos formalidades na sua construção e que, muitas vezes, surgem da espontaneidade da comunidade em organizar uma brincadeira de carnaval. Numa explicação simplificada, é uma brincadeira composta de dois cordões de brincantes, que evoluem em torno da figura do boi. Pode ter a presença de outras figuras como Mateus, Catirina, Burrinha Calú ou mesmo um Vaqueiro. Cada Boi carrega sua característica própria, dependendo da formação que o mestre...
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Também conhecido como Maracatu de Baque Solto ou de Orquestra, é originário da região canavieira, da Zona da Mata de Pernambuco. Tem possível origem nos grupos chamados “cambindas” e carrega uma forte ligação com a cultura cabocla (mistura do índio e do branco). O cortejo desfila num círculo compacto, tendo ao centro o estandarte, rodeado por baianas, damas-de-buquê com ramos de flores de goma e boneca (calunga) e caboclos de pena (Areiáma ou Tuxáu). Rodeando este primeiro círculo, vêm os caboclos de lança, empunhando lanças compridas e abrindo espaço...
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É uma manifestação que acontece, originalmente, no período de Reis, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Em resumo, é uma brincadeira popular tradicional que se caracteriza por uma estrutura rítmica pulsante, realizada pelo banco de músicos, contendo: rabeca, pandeiro ou bumbo, baje (espécie de reco-reco) e mineiro (ganzá); evoluções dos galantes (grupo de dançarinos) com passos de trupés e dança dos arcos comandados pelo mestre; atuação de figuras (personagens sociais ou fantásticos caricatos). Num olhar simples de comparação, é uma forma de teatro de rua popular da zona...
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