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Terreirada Divina é o quintal aberto de encontros que impulsionam trocas e fazeres nutridos pelo saber popular.

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O grupo Terreirada Divina surgiu em 2012, a partir da montagem da brincadeira Baiano pra Mamulengo. A peça foi concebida entre vivências e pesquisas com o Mestre Mamulengueiro Zé de Vina, observando o diálogo existente entre o seu brinquedo e outros folguedos da Zona da Mata Pernambucana, como Cavalo Marinho, Mamulengo, Maracatu Rural e Reisado. Um intercâmbio de figuras, ritmos e gestos de uma brincadeira à outra é utilizado para o resgate de formas e evoluções cênicas e rítmicas. O Terreirada Divina trabalha jogos, ritmos, danças e cantos (populares e autorais) dos referidos brinquedos, absorvidos em vivências que somam mais de três anos (2009-2013), com brincantes populares do Nordeste e artistas de rua no Rio de Janeiro.

Acreditamos na atualidade da tradição popular, por esta ter chegado viva até aqui, agregando às artes ditas contemporâneas, e por ela ser campo de conhecimento rico e de alta capacidade criadora. Buscamos colaborar com a construção de uma ponte sobre a visão sacralizada dos elementos da tradição, reforçando a liberdade de composição e organicidade entre o que vem das tradições e o que é urbano, em um território aberto a diálogos.

Em idas e voltas à fonte popular, percebemos que só uma pessoa que vive na tradição pode, verdadeiramente, demonstrar sua rica essência. Essa premissa faz com que nos aproximemos do trabalho dos mestres, convivendo, auxiliando e compartilhando os princípios da tradição popular em sua autêntica forma de transmissão: a oral.

Vivência ou pesquisa?

Em primeiro, vem a vivência pessoal, com pessoas do povo e seus saberes. Em segundo, cresce o amor e a observação mais aguçada sobre essa sabedoria, onde percebemos que o valor sobre o simples é muito maior que qualquer complexidade artística. Essa simplicidade gera vida e um novo pensamento sobre ela, outra forma de ter atenção, de aprender e de colocar o próprio corpo no mundo. A partir daí, não há mais diferença entre o que é vivência, pesquisa ou registro, sentimos vontade de estar com a câmera para registrar o momento e também de deixá-la de lado e aprender a loa, o passo e o bordado, assim como tantas vezes fizemos.



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